Jacques Simões – Página: 8 – Trivor

Grandes Mulheres que fizeram a indústria da tecnologia

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ugar de mulher é onde ela quiser, inclusive, na indústria da tecnologia. Seja programando, desenvolvendo produtos ou criando inovações, elas sempre estiveram envolvidas e ativas, mesmo que nem sempre sejam reconhecidas por seus feitos ou tenham histórias que se confundam ou ofuscadas pelas dos homens. Mas precisam ser celebradas e enaltecidas, por todos os seus feitos e por tudo que representam.

E voltando os olhos para o passado, vamos falar de 5 mulheres incríveis que revolucionaram a indústria de tecnologia ao longo dos anos, o que foi complicado escolher porque são muitas mulheres fortes e determinantes ao longo de todos estes anos, mesmo sendo uma indústria que carrega uma carga masculina tão forte.

Confira agora alguns dos principais nomes do passado, mas com forte influência no presente:

 

Ada Lovelace

Em 1843, Augusta Ada King, a Condessa de Lovelace, traduzia os textos de Luigi Menabrea, matemático italiano, sobre as ferramentas analíticas usadas por Charles Babbage, matemático inglês. Esse trabalho resultou no primeiro algoritmo criado na história, muito antes da existência de máquinas que pudessem processá-lo.

Ela foi uma das precursoras das ciências da computação. Seu trabalho estava relacionado à metodologia de cálculo de uma sequência de números de Bernoulli, sequências de racionais com operações altamente complexas.

Mesmo não tendo como colocar seu algoritmo à prova naquela época, ele foi provado como correto anos depois de seu falecimento, quando finalmente chegaram os equipamentos necessários para essa verificação. Hoje, ela dá nome a um prêmio da Sociedade Britânica de Computação que contempla avanços significativos em sistemas de informação.

 

“As garotas do ENIAC”

Antes de linguagens de programação e sistemas computadorizados para cálculos matemáticos, os primeiros computadores dependiam da influência humana e de aparatos mecânicos para funcionarem. Quando se falava em trajetórias de mísseis e bombas, então, a coisa se tornava ainda mais complicada. Foi aí que entraram as “garotas do ENIAC”, um grupo de seis mulheres que foram as primeiras “computors” da história da informática.

Trabalhando em um dos primeiros supercomputadores criados, na Escola de Engenharia Moore, no estado americano da Pennsylvania, Betty Snyder, Marlyn Wescoff, Fran Bilas, Kay McNulty, Ruth Lichterman e Adele Goldstine eram responsáveis pela configuração do ENIAC, dando a ele as instruções para realizar os cálculos necessários. Isso significava que elas lidavam, diariamente, com mais de três mil interruptores e botões que ligavam um hardware de 80 toneladas, tudo manualmente.

Elas foram responsáveis por dar o pontapé inicial em muitos protocolos usados até hoje. Goldstine, por exemplo, criou o primeiro manual do ENIAC, com instruções de uso e melhores práticas, enquanto Goldstine e Jennings tiveram influência fundamental em sistemas de “salvamento” de configurações e preferências. Snyder, ainda, criou o primeiro sistema informatizado para o censo americano, inventou o teclado numérico para facilitar na programação.

 

Irmã Mary Kenneth Keller

Sendo a primeira mulher a receber um doutorado em ciências da computação, Keller se formou na Universidade Washington, na cidade de St. Louis, nos Estados Unidos, em 1958. Ela foi fundamental na criação da linguagem de programação BASIC, criada com fins didáticos e utilizada por décadas, até ser substituída pelo Pascal, mais arrojado e seguro.

Keller viu nos computadores, potencial para ser uma ferramenta à trabalho da educação e do desenvolvimento humano. Ela escreveu quatro livros sobre programação, que são referência até hoje.

Mary Kenneth Keller escreveu quatro livros sobre computação e programação, e as obras são, até hoje, uma referência. Não obstante, ela foi uma das primeiras vozes pela inclusão das mulheres no ramo da informática.

 

Grace Hopper

Grace Hopper foi a primeira mulher a se formar na Universidade de Yale, nos Estados Unidos, com um PhD em matemática, além de ter sido a primeira almirante da Marinha dos EUA. No campo da tecnologia, ela foi uma das criadoras do COBOL, uma linguagem de programação para bancos de dados comerciais.

 

Carol Shaw

Carol Shaw foi uma das funcionárias originais da Atari, e considerada a primeira mulher a trabalhar na indústria de games. Mesmo tendo passado pouco tempo na empresa, foi contratada pela Activision e participando do desenvolvimento de um dos maiores clássicos dos games, River Raid.

Ela atuava como engenheira de software para microprocessadores, e trabalhava com uma máquina com apenas 128 bytes de memória RAM, e mesmo assim, foi a responsável por criar o primeiro sistema de geração procedural de conteúdo, o que significava que, em River Raid, uma fase nunca era igual à outra. Oponentes, itens e objetos do cenário apareciam de forma randômica, em uma prática que é utilizada até hoje.

 

Frances Allen

A primeira mulher a ganhar o prestigiado Turing Award, Allen trabalhou durante 45 anos na IBM, e participou de vários projetos, incluindo o que possibilitou a chegada dos computadores pessoais em todas as casas. Além disso, seu conhecimento em programação a levou a criar alguns dos primeiros sistemas de segurança da NSA, a agência de segurança nacional do governo dos EUA. Seus trabalhos no setor de inteligência, claro, nunca foram conhecidos completamente por questões de sigilo, mas garantiram a ela uma influência fundamental no estado da segurança da informação como a conhecemos hoje.

 

Katherine Johnson

Ao concluir aos 18 anos as suas primeiras graduações, em Matemática e Francês, foi a primeira mulher negra a ingressar em um curso de pós-graduação na universidade West Virginia State. Suas ideias fizeram com que trabalhasse na NACA, um órgão que, futuramente, viria a se tornar a NASA.

Uma de suas principais contribuições foi o cálculo de trajetória de voo para a missão de primeiro pouso na lua, feito pelo Apolo 11. Uma parte de sua história pode ser assistida no filme “Estrelas Além do Tempo”.

Aumento da procura por manutenção em TI cresce mais de 142% em 2021

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pesar da pandemia ter corroborado, muitas empresas já vinham buscando outras alternativas para o formato de trabalho, que não fosse 100% presencial. E com grandes companhias colocando mais de 90% dos seus trabalhadores em home office durante a Pandemia, as equipes de TI afirmaram que tiveram um aumento de 142% no número de chamados para manutenção em equipamentos e infraestrutura, somente em 2021.

Quem levantou estes dados foi a FindUP, startup especializada em suporte de TI, com base na quantidade de solicitações realizadas por 252 empresas brasileiras no período, distribuídas nos segmentos de bancos, varejo, tecnologia, saúde, alimentos, aviação, automotivo e de serviços.

Dentre os números levantados, foi possível verificar que o número de serviços prestados e atendimentos quadruplicou em relação a 2020. E segundo Fábio Freire, CEO da startup, é possível que a justificativa seja volta acelerada às atividades presenciais. Mais equipamentos foram instalados nos locais de trabalho, além de que os dispositivos foram mais sobrecarregados nesse período, logo necessitam de mais manutenção.

Os números ainda revelam que muitas empresas tomaram a decisão de não voltar para o trabalho presencial, adotando o sistema híbrido ou 100% home office, já que a produtividade do trabalho não foi afetada durante o período de pandemia, e houve economia em outros custos fixos, como devolução de espaços físicos, escritórios, energia, entre outros.

Um setor que também demandou procura acima do habitual foi o setor bancário, que foi responsável por 54,21% das solicitações por técnicos de TI ao longo de 2021, liderando diante de todos os outros setores a busca por este tipo de servço. “Por conta dos novos modelos de trabalho, as empresas passaram a investir cada vez mais em infraestrutura para que seus funcionários possam realizar suas atividades de forma remota”, afirma Fábio Freire.

Dentro os setores que também demandam por procura de prestação de serviço em manutenção de TI, com 17,87% dos chamados realizados no ano passado, fica o setor varejista, impulsionados principalmente pelas datas comemorativas, como Black Friday e Natal. Nestas datas, a gestão de TI deve estar totalmente em alerta, e em pleno funcionamento, para evitar paradas, gerando transtornos dentro do e-commerce ou da loja física e, consequentemente, prejudicando o desempenho da equipe de vendas.

Os outros segmentos também tiveram alta representatividade no número de chamados no ano anterior, como Tecnologia (17,56%) e Saúde (4,75%). “Em 2021, muitas empresas de tecnologia expandiram suas operações de software ou IOT. Por isso, a quantidade de solicitações nesse setor foi significativa, uma vez que elas precisaram fazer a implantação e suporte destas soluções”, diz Fábio.

Diante dos números apresentados na pesquisa da FindUP, é possível avaliar a retomada do consumo, mesmo diante da pandemia em andamento. O mercado voltou a se aquecer, e a procura por serviços, que foi o setor da economia mais prejudicado em 2020, teve um aumento significativo. E para manter as empresas em plena operação, principalmente para investimento tecnológicos que estavam em stand-by, os serviços de TI, tanto para manutenção como para implementação, tiveram este crescimento assustador.

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Empresa de tecnologia cria academia gratuita para formar profissionais de TI

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fato que o setor de tecnologia da informação enfrenta um déficit de profissionais, em todo mundo. E no Brasil, não é diferente. Mesmo formando cerca de 50 mil especialistas na área todos os anos, ainda é insuficiente para preencher todas as vagas disponíveis. O Brasil forma, a cada ano, cerca de 45 mil especialistas na área, volume insuficiente para preencher as 70 mil novas vagas abertas todos os anos.

Pensando neste déficit, a Academia Kaspper, formação livre e gratuita de 96 horas, lançada pela startup Kaspper, empresa do Grupo Accesstage, especialista no desenvolvimento de soluções em TI para o mercado financeiro e utilities, formou sua primeira turma de profissionais em tecnologia e abre novas vagas agora. E para os alunos que se sobressair, haverá a oportunidade de serem incorporados pela empresa.

De forma gratuita, a formação é dividida em aulas online, com linguagens de programação, e para as próximas turmas, serão ofertadas também módulos de gestão financeira e de carreira, como apresentar projetos, gestão de pessoas, entre outros.

Para se candidatar para as próximas vagas, os interessados deverão ficar atentos no site do projeto, que está aberto para candidatos de todos os níveis de conhecimento.

Outra oportunidade que surgiu foi proporcionada pelo Grupo FCamara, consultoria de soluções tecnológicas e transformação digital, que lançou o Migração de Carreira, projeto que prepara pessoas que desejam mudar de área e atuar em garantia de qualidade e analista de teste. O programa pode ser acessado pelo site da empresa, onde reúne uma série de conteúdos gratuitos.

E mais uma opção, que pega pelo modelo mais tradicional, mas têm objetivos mais ambiciosos é o recém-chegado Instituto Turing de Tecnologia, ou, se preferir, ITuring. A edtech tem como objetivo, formar um milhão de pessoas em TI em até 10 anos. Para isso, aposta na experiência de seu board no setor de educação. Para preparar os profissionais, o ITuring abraça a filosofia que é o cerne do mundo da tecnologia: prática, prática e mais prática. Eles utilizam, em seus cursos, o chamado project-based learning (ou “aprendizagem por projetos”) e conta com os primeiros módulos gratuitos, com os projetos revisados por especialistas e suporte ao aluno em até 24 horas inclusos na experimentação.

Diante deste cenário nacional, percebemos que há um movimento hoje, que vem das empresas, que tentam formar seus talentos de tecnologia dentro de casa e financiam profissionais para que eles se especializem e façam parte de projetos que agreguem experiência. E ainda, uma migração de área de atuação, já que as empresas de TI ofertam salários bem mais atrativos e condições de trabalho mais interessantes.

Gerenciamento de TI baseado em MSP

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ocê já ouviu o termo Provedor de Serviços Gerenciados? Também conhecido como MSP (Managed Service Provider), trata-se da empresa que gerencia remotamente a infraestrutura ou serviço de um cliente, atuando de forma preventiva, e não apenas solucionando problemas depois que eles já ocorreram.

Esta solução de gerenciamento proativo se tornou uma realidade do mercado, onde as empresas que prestam este serviço tem como foco oferecer o trabalho de monitoramento do ambiente de TI para as empresas, bem como gerenciamento, dando prioridade na segurança, eficácia e agindo preventivamente para evitar parada das operações da empresa, minimizando instabilidades, imprevisibilidades, no que tange à infraestrutura da rede de TI.

Além da avaliação preventiva, tudo isto é feito usando soluções e softwares especializados, que acompanham continuamente cada um dos recursos e processos de TI, que a empresa possui. O recurso é feito para realizar o gerenciamento de TI de forma estratégica, agindo antecipadamente aos problemas, identificando falhas e buscando melhorias de desempenho e infraestrutura. Com isto, a equipe interna de TI e seus Gestores podem usar seu tempo para outras demandas.

O gerenciamento proativo atua de forma preventiva, e isto faz o MSP ser diferente do modo tradicional de prestação de serviços de TI, já que evita paradas no meio de expediente, durante realização dos processos produtivos, e a intercorrência, por ser realizada preventivamente, é feita durante o período agendado previamente, devidamente organizado.

Começar a trabalhar com o modelo de MSP é se adequar, e se antecipar, mapear tarefas, encontrar soluções antes que ocorram problemas e paradas da rede, o que proporciona melhorar os rendimentos das empresas, gerando impactos na competitividade e nos resultados do seu negócio.

E isso não é um fator que afeta somente a questão da produtividade. Com a adoção do gerenciamento de TI com planejamento, acompanhamento e mapeamento das tarefas, é possível melhorar o desempenho da equipe de funcionários, reduzindo custos com contratações e permitindo um maior investimento em inovação.

O MSP pode atuar em empresas de qualquer porte, fornecendo aprimoramento e mantendo a qualidade e segurança de sua infraestrutura e processos de TI. E por não estar lidando com problemas que geram prejuízos para os clientes, o modelo de MSP está ligado a uma maior satisfação deles, já que há o conhecimento de toda a rede, seus gargalos, e o diagnóstico é feito rapidamente, buscando um atendimento especializado e estratégico, que contribua para sua escalabilidade.

Com relação ao pessoal, um aspecto que também se difere de outros modelos de trabalho em TI é a alocação de profissionais. Nos serviços gerenciados, após a listagem das ações que serão realizadas, o próprio MSP definirá qual colaborador irá executá-las e não o contratante, tudo baseado no conhecimento e previsibilidade.

As ferramentas utilizadas são ainda outro ponto que se difere da atuação mais convencional em TI. No MSP, é preciso que elas sejam eficientes e sólidas,

proporcionando a confiabilidade e a segurança necessárias para manter as operações das corporações mesmo em momentos críticos.

 

Agora que já foi explicado como o MSP funciona, vamos aos benefícios.

 

Prevenção de riscos

A atuação do prestador de serviços gerenciados é a antecipação e prevenção de riscos. É uma vantagem tanto para a empresa contratante, que consegue manter suas operações de forma constante, como para a própria MSP, que diminui os custos com mobilidade e ações, bem como com o tempo dos colaboradores empenhados na resolução de falhas e intercorrências.

 

Gerenciamento remoto

Os softwares utilizados para o monitoramento, acionamento e gerenciamento de tarefas dos serviços gerenciados podem ser operados de forma remota. Com isso, os deslocamentos para operações in loco se tornam pontuais, apenas quando é necessário suporte ou realização de uma tarefa específica.

 

Flexibilidade

A flexibilidade é outro benefício da prestação de serviços como MSP. Após a avaliação e viabilidade, a empresa monitora suas atividades e se adapta conforme a necessidade, tanto em recursos humanos como em tecnologias.

 

Custos

Os custos operacionais também diminuem com o modelo de serviços gerenciados. Isso se dá por conta da otimização de processos e, consequentemente, de tempo empenhado neles, que evita a realização de tarefas que podem ser automatizadas ou mesmo feitas de maneira mais rápida por meio de softwares especializados.

 

Tudo isto está alinhado às práticas atuais de mercado. O MSP é uma solução que proporciona a sua empresa produtividade, diminuição de custos e previsibilidade, sem contar que melhora os rendimentos das empresas, já que o aperfeiçoamento e a gestão estratégica do ambiente permitem otimizar atividades que podem ser automatizadas e garantir sua realização de forma adequada, por meio do monitoramento.

 

Se quiser saber mais como podemos implantar o modelo MSP na sua empresa, entre em contato conosco!

Possível ciberataque faz grupo B2W perder mais de R$ 3.5 BI em 72 horas

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om a Lei Geral da Proteção de Dados (LGPD) em vigor no Brasil, diversas empresas de Tecnologia tiveram suas demandas aumentadas devido à procura por soluções que garantem a proteção dos dados das suas empresas e de seus clientes.

Mas, assim como qualquer negócio que faz uso de dados, pode ser alvo de vazamento de informações ou ataques de hackers. Foi o que aconteceu com o Grupo B2W, que engloba Americanas S/A, Shoptime, SouBarato e Submarino, que tiveram seus sites fora do ar desde o último dia 20 de fevereiro, e até hoje, não retornaram ao ar, totalmente, continuando com instabilidade.

Tudo isto aconteceu, de acordo com o Grupo, por uma decisão voluntária dos mesmos, após sofrerem um incidente de segurança. Ao certo, não se sabe exatamente o que ocorreu, e o mesmo ainda reforçou que não havia evidências de comprometimento de suas bases de dados.

Ocorre que, desde o último dia 20/02, a empresa teve um prejuízo de R$ 3,4 bilhões de suas ações na bolsa, e o valor tende a aumentar, já que, não somente o que se deixou de vender, mas também as compras canceladas, e atrasos, e possíveis ações judiciais que podem vir a ocorrer.

Não se sabe ao certo o que ocorreu, e em qual parte do processo de proteção dos dados da empresa, houve uma falha na segurança. Mas é certo que o nível de alerta das empresas varejistas, bem como todas as outras de mercado, está em nível mais alto.

Entre os dados sensíveis que as empresas armazenam e que estão suscetíveis, ou seja, precisam de proteção contra ataques, estão os de propriedade intelectual, como direitos autorais e segredos comerciais, assim como as informações de identificação pessoal, os dados de colaboradores e os roteiros de produtos, entre outros. São informações que podem prejudicar consideravelmente seu negócio, se cair nas mãos de pessoas mal intencionadas.

O risco com o vazamento de informações é algo que virou rotina nas empresas. Portanto, os Departamentos, bem como as gestões de TI, não devem ficar preocupadas apenas em oferecer proteção a seus clientes, mas também pensar em sua rotina e os desafios que existem em seus sistemas.

O que a invasão nos sistemas da Americanas expõe é a fragilidade de uma empresa em relação à cibersegurança, mesmo sendo uma companhia com valor de mercado bilionário. O mais assombroso disso tudo é que não se tratam de pequenas empresas com problemas de segurança, mas as grandes, o que faz soar o alerta: precisamos fazer mais pela cibersegurança.

O questionamento que fica é: tudo que está sendo feito hoje, tanto para pequenas, médias ou grandes empresas, é o suficiente? Está sendo feito tudo que é possível e recomendado?

Se tiver dúvidas, fale conosco.

Segurança da Informação para Family Offices

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Family Office surgiu como a solução para gerir e administrar bens e investimentos, concentrados em um única estrutura, composto por colaboradores especializados em planejamento tributário, investimentos, análise patrimonial, planejamento sucessório, entre outras especialidades. E por acrescentarem questões afetivas e pessoais aos assuntos empresariais, os Family Offices enfrentam problemas de governança e conflitos específicos que se somam àqueles enfrentados pelas empresas normalmente.

Para tratar de um assunto altamente confidencial e sensível, é preciso ter em mente a necessidade de segurança da informação no mais alto nível. Ali são tratadas as informações de grandes patrimônios, que podem estar em risco se não se tiver o cuidado com a segurança das informações, principalmente para a Gestão de TI.

Os levantamentos apontam que, as equipes de TI dos Family Offices são compostos, muitas vezes, de uma única pessoa, que não detém toda a expertise para cuidar de detalhes da segurança da informação, redes e conhecimento profundo dos níveis de segurança e suas soluções. São por falta de medidas como estas que se tem tantos incidentes de roubos virtuais, onde não se buscam uma infraestrutura especializada de forma estratégica.

E com a adoção do trabalho remoto durante a Pandemia, colocou ainda mais em risco o vazamento de informações cruciais para estas empresas. É por isto que se faz necessário um trabalho de melhorias e soluções que estejam em plano futuro a curto prazo.

Não devemos pedir aos nossos clientes que façam um equilíbrio entre privacidade e segurança. Precisamos oferecer-lhes o melhor de ambos. Em última análise, proteger os dados de outra pessoa é proteger a todos nós.

– Tim Cook – CEO da Apple

Algumas medidas práticas devem ser implementadas para aumentar a segurança dos seus dados, da sua empresa, independente se toda equipe está em home office ou no escritório.

 

Equipe de TI

 

O primeiro ponto que deve avaliar é ter uma equipe, mesmo que terceirizada, que faça o gerenciamento e monitoramento de rede, servidores, tráfego de informações, utilização de antivírus e constante vigilância das medidas protetivas, cumprindo rigorosamente a LGPD.

 

Política de segurança da informação

 

Antes de investir em infraestrutura, a empresa precisa preparar a sua cultura interna para a segurança da informação.

Nesse ponto, por exemplo, é indispensável criar e implantar uma política que reforce esse ideal, incutindo na mente de cada membro a relevância desse tema.

De nada adianta altos investimentos em equipamentos, softwares e soluções de segurança, se os recursos humanos da organização ainda não estão alinhados.

Assim, o primeiro passo é conscientizar, educar, treinar e preparar o ambiente para, então, seguir com o processo.

Automatização de backups

Nesse sentido, a automatização de backups é uma das ações mais importantes para garantir a segurança da informação.

A política de backups é o que garante que os dados se manterão resguardados, protegidos e acessíveis, mesmo em situações críticas, em que o repositório central for comprometido, por exemplo.

A automatização, nesse ponto, evita erros humanos, como o esquecimento de gerar cópias dos dados, e otimiza o cronograma de backup ao aumentar o rigor dessa importante tarefa.

 

Implantação da gestão de riscos de TI

 

A segurança da informação também precisa se apoiar em estratégias de prevenção, antecipando riscos e gerindo-os da maneira menos prejudicial possível.

Por essa razão, também é altamente recomendado que a empresa trabalhe com uma gestão de riscos de TI.

Nela, os profissionais precisam verificar de forma ativas os sistemas, procurando falhas e identificando pontos de atenção que podem dar margem a rupturas na segurança.

Além de ser uma forma mais econômica de aumentar o controle sobre as informações, é a forma mais eficiente de blindar os dados da companhia, solucionando falhas antes mesmo que elas evoluam para algo mais catastrófico.

 

Utilização de ferramentas de criptografia para senhas

 

Outro procedimento de segurança da informação que toda empresa precisa adotar são as ferramentas de criptografia para senhas.

Essa é, talvez, a medida mais básica para proteger o acesso aos sistemas, sobretudo quando a comunicação é feita pela Internet.

A criptografia é um recurso de segurança que impede que o conteúdo das senhas possa ser acessado por softwares maliciosos, hackers etc.

A tecnologia utiliza chaves próprias para embaralhar os caracteres, inviabilizando a leitura da informação, ainda que o sistema tenha sido invadido.

Sem a chave criptográfica, dificilmente se consegue traduzir o conteúdo, o que impede que criminosos se apropriem de credenciais de acesso dos funcionários de uma empresa, por exemplo.

 

Configuração de firewalls

 

Em tempos de jornada digital, o meio on-line e a utilização da rede para as comunicações e operações empresariais é massiva.

Logo, os riscos nessas atividades também são. No entanto, uma das maneiras de proteger as informações da empresa é por meio de firewalls.

Na prática, essa tecnologia é o que qualifica a comunicação de dados entre empresas e fontes externas.

Ela funciona filtrando o fluxo de dados, permitindo somente acessos autorizados em portas específicas.

Atualmente, grande parte dos sistemas operacionais já incluem firewalls.

Porém, quando se trata de empresas, em que os dados são os bens mais valiosos, é preciso adotar sistemas ainda mais robustos e configurações mais sensíveis, o que requer apoio especializado de profissionais de TI.

Instalação e atualização constante de software antivírus

Conforme o tempo passa e os recursos de segurança da informação se tornam mais eficientes e abrangentes, os riscos também seguem pelo mesmo caminho.

Diariamente são criados novos softwares maliciosos, malwares e tantas outras “pragas virtuais” para burlar a segurança dos dados.

Por esse motivo, é fundamental que a empresa não só instale softwares de antivírus em suas máquinas e sistemas, mas mantenha-as sempre atualizadas, para que estejam aptas a identificar e combater ameaças em tempo integral.

 

Cloud Computing

 

Investir em computação na nuvem é uma forma mais segura de armazenar dados e torná-los disponíveis de maneira personalizada.

A computação em nuvem é uma forma eficiente de evitar a perda de documentos, mas a verdade é que sua criptografia dificilmente pode ser quebrada, o que dá a ela uma vantagem competitiva quando o assunto é segurança digital.

Existem diferentes ações estratégicas, operacionais e práticas que devem ser adotadas para fortalecer a sua segurança da informação.

No entanto, não se engane: há uma série de procedimentos que devem ser aplicados em vários níveis do negócio.

 

Você as conhece bem o suficiente e sabe quais ações pode tomar para evitá-las?

Quer saber mais? Entre em contato conosco!

Apple vai transformar Iphone em maquininhas de pagamento

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Tap to Pay, novo lançamento para o iPhone da Apple, irá revolucionar os pagamentos no mundo. O aplicativo irá transformar o smartphone em uma máquina de cartão, capaz de receber pagamentos sem contato, via Apple Pay e cartões de débito e crédito.

A novidade primeiramente será disponibilizada nos EUA, e terá compatibilidade com iPhone XS e versões posteriores. Eles prometem que a tecnologia tornará o Apple Pay mais seguro, principalmente na garantia da proteção dos dados durante todas as transações, com a utilização do Secure Element.

As empresas que irão ter disponibilizado o novo recurso, neste primeiro momento, são as fintechs Stripe e Shopify Point, mas outras companhias também irão receber suporte em seguida.

No Brasil, ainda não tem previsão do lançamento deste novo recurso da Apple.

 

Revolução das formas de pagamentos.

 

Após o lançamento de pagamentos no WhatsApp, foi possível observar uma revolução nas formas de pagamentos, onde, potencializado pela Pandemia de Covid, as instituições financeiras e fintechs buscaram agilidade e praticidade para as tramitações de negócios, principalmente em pequenos valores.

Em pesquisa encomendada pela Mastercard, pode-se constatar o interesse dos Brasileiros por pagamentos em tempo real, 24 horas por dia, onde 75% dos entrevistados gostariam de poder pagar em tempo real, independentemente do sistema institucional financeiro, e ainda, 53% gostariam de utilizar via aplicativos de mensagens ou redes sociais.

A pandemia da COVID-19 trouxe inúmeras mudanças para os consumidores, onde 56% dos brasileiros entrevistados afirmaram ter mudado o comportamento de pagamento devido à pandemia e cerca de 75% dos entrevistados afirmaram ter aumentado o uso de pagamentos digitais devido ao distanciamento social.

Porém, a pesquisa também apontou que ainda há uma grande parcela da população que tem receio de utilizar estas formas de pagamentos, tanto via Apple Pay, Whatsapp, ou até mesmo o PIX, com receio da falta de segurança e medo de ter seus dados furtados e utilizados por quadrilhas especializadas.

O Brasil tem um grande potencial para desenvolvimento de soluções rápidas nas transações financeiras. Os brasileiros demonstraram grande anseio por novos serviços que tornem suas vidas mais fáceis. Mais de 70% dos respondentes gostariam de utilizar o celular para pagar transporte público, e também, 56% considerariam útil poder dividir o custo de uma compra com outras pessoas, como refeições ou taxas.

A pesquisa foi feita pela Kantar, a pedido da Mastercard, em Maio do ano passado.

Novidades de tecnologia para soluções financeiras

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transformação digital está inovando todos os setores e mercados, e o Sistema Financeiro não é diferente. Estas novas tecnologias estão ajudando as empresas do setor financeiro e bancário a aumentar a produtividade, os tornando mais eficientes, seguros e, o principal, facilitando o acesso, sem precisar estar fisicamente em seus escritórios e agências.

As novidades tecnológicas agregam ao cenário atual mais possibilidades de relacionamento com os clientes, apresentando soluções que exigiam deslocamento e tempo de funcionários, para buscar as alternativas possíveis. Mas com a inteligência artificial automatizando diversos processos nas instituições financeiras, trouxe capacidade de processar e interpretar um grande volume de informações ao mesmo tempo, agilizando o processo, tornando dinâmico e prático.

Com a Inteligência Artificial foi possível coletar e analisar dados, identificar padrões, dando o poder resolutivo mais rápido e eficiente, aprimorando os processos das organizações financeiras. Sem contar os Chatbots, que diminuíram os custos e automatizaram vários processos. Tudo isto proporcionou a gestão mais dinâmica do capital humano das empresas do segmento financeiro.

Para inovar é preciso estar disposto a errar. Quem não está disposto a falhar, dificilmente conseguirá solucionar ou criar algo novo.

– Martha Gabriel – Consultoria de Negócios e escritora

No mesmo caminho, o surgimento das Blockchain descentralizou o controle da segurança da informação. Por se tratar de uma ferramenta tecnológica criptografada, contribuiu para melhorar a segurança das informações presentes nos sistemas. Ao contar com o blockchain, as empresas reduzem a execução de tarefas que antes eram feitas de forma manual, otimizando a produtividade e, podem contar com mais uma ferramenta que é capaz de identificar fraudes e inconsistências nas transações financeiras.

Somando a chegada de novos players ao mercado, como as fintechs e big techs vindas de outros segmentos, a transformação digital se torna ainda mais relevante. Tudo isto associado ao acesso: é possível fazer tudo através de dispositivos móveis, mesmo estando distante. Com a Pandemia, todos estes processos foram primordiais para as empresas do sistema financeiro manterem-se atuais e atuantes.

Foi preciso toda a transformação interna, para disponibilizar produtos e serviços para atender todos os perfis de consumidores, pensando no atendimento sem prejudicar as operações durante a Pandemia, com o distanciamento social que se fez necessário, aderindo a todas novidades que o mercado foi apresentando. As instituições não tiveram opção: inovar ou perder mercado.

E por último, veio o Open Finance. O novo fluxo de dados e transações, de acordo com a vontade e o consentimento do cliente, está deixando o mesmo em posição privilegiada em relação às suas informações. Ainda é difícil compreender todo o impacto desta implementação, mas é certo que causará mudanças representativas dos setores financeiros, seguradoras e varejo.

Quer saber mais como inovar na sua empresa, seja ela do setor financeiro ou não, fale com a gente!

No mesmo caminho, o surgimento das Blockchain descentralizou o controle da segurança da informação. Por se tratar de uma ferramenta tecnológica criptografada, contribuiu para melhorar a segurança das informações presentes nos sistemas. Ao contar com o blockchain, as empresas reduzem a execução de tarefas que antes eram feitas de forma manual, otimizando a produtividade e, podem contar com mais uma ferramenta que é capaz de identificar fraudes e inconsistências nas transações financeiras.

Somando a chegada de novos players ao mercado, como as fintechs e big techs vindas de outros segmentos, a transformação digital se torna ainda mais relevante. Tudo isto associado ao acesso: é possível fazer tudo através de dispositivos móveis, mesmo estando distante. Com a Pandemia, todos estes processos foram primordiais para as empresas do sistema financeiro manterem-se atuais e atuantes.

Foi preciso toda a transformação interna, para disponibilizar produtos e serviços para atender todos os perfis de consumidores, pensando no atendimento sem prejudicar as operações durante a Pandemia, com o distanciamento social que se fez necessário, aderindo a todas novidades que o mercado foi apresentando. As instituições não tiveram opção: inovar ou perder mercado.

E por último, veio o Open Finance. O novo fluxo de dados e transações, de acordo com a vontade e o consentimento do cliente, está deixando o mesmo em posição privilegiada em relação às suas informações. Ainda é difícil compreender todo o impacto desta implementação, mas é certo que causará mudanças representativas dos setores financeiros, seguradoras e varejo.

 

Quer saber mais como inovar na sua empresa, seja ela do setor financeiro ou não, fale com a gente!

Satélites de Elon Musk são autorizados a atuar no Brasil

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ANATEL, no final de Janeiro, autorizou a Swarm e a Starlink, empresa do bilionário sul-africano e fundador da SpaceX Elon Musk, a operar satélites de órbita baixa no Brasil. Serão as primeiras empresas com este tipo de operação que são autorizadas aqui.

O funcionamento desses equipamentos no Brasil está entre as prioridades do ministro das Comunicações, Fábio Faria, que teve reunião com Musk em Dezembro, para debater a oferta deste serviço no Brasil.

O plano da SpaceX é colocar em órbita 4.408 satélites para oferecer o sinal de internet via satélite por aqui. A empresa promete prover o acesso à internet em banda larga para clientes distribuídos em todo o território brasileiro, e com a intenção de beneficiar escolas, hospitais, propriedades rurais, tribos indígenas, e áreas remotas, que hoje não têm acesso à internet.

O uso de satélites para a oferta de conexão à internet não é algo novo, mas até alguns anos atrás, era feito por satélites que ficam parados sobre um ponto do planeta a cerca de 36 mil quilômetros de altitude, chamados de geoestacionários. Dessa forma, cada satélite cobre uma porção imensa de território, mas pela distância, a latência (tempo entre o envio de um comando e o recebimento de uma resposta) é muito alta, acima de 600 milissegundos, e assim, o sinal não era de qualidade, ficando intermitente.

Já os satélites de baixa órbita ficam a até 1,5 mil km do solo e um observador da Terra consegue ver objetos se movendo. Já que estão em baixa órbita, o tempo de envio e recepção de dados entre o usuário e o satélite é muito menor do que com satélites em órbita geoestacionária, com tempo de latência menor, melhorando a qualidade do sinal.

A ANATEL está preocupada com a geração de detritos espaciais, porque este tipo de satélite tem menor vida útil, sem contar o risco de colisões, já que são mais de 4 mil unidades em órbita. É algo para se ter alerta, porque já houve reclamações na ONU de alguns países, como a China, que precisou fazer manobras de sua estação espacial para não colidir com equipamentos da SpaceX.

Mas, em se tratando de um país com proporções continentais como o Brasil, é uma excelente solução para conexão em áreas remotas, de difícil acesso, sem contar que muitas empresas que fornecem este tipo de serviço, não investem em suas redes para as regiòes mais longínquas do nosso país. A Starlink poderá explorar o espaço brasileiro até 2027. Até lá, teremos um teste se realmente eles estão preparados para oferecer um serviço de qualidade principalmente para estas regiões, sem contar no controle do espaço onde percorrem juntamente com outros satélites, de outros países.

Fracasso é uma possibilidade.
Se as coisas não estão fracassando, você não está inovando o suficiente.

– Elon Musk

Metaverso e NFT – Você está preparado?

A

o anunciar que iria se tornar uma empresa de metaverso, provavelmente você deve ter se perguntado por que Zuckerberg e o Facebook queriam adentrar no mundo virtual. E realmente é o planejamento do grande conglomerado: em até cinco anos, o Facebook estará totalmente no metaverso, e reposicionou a marca, até mesmo mudando de nome, que agora se chama Meta.

A princípio, ainda é um conceito desconhecido pelo público em geral, contudo há um número crescente de grandes empresas que têm visto no metaverso uma nova oportunidade de se aproximar do público que já busca essa alternativa no mercado. A tendência é um aumento e melhora tecnológica, que irá tornar o metaverso mais realista, conquistar novos adeptos e abrir um novo mercado.

Por mais que, num primeiro momento, passe pela nossa cabeça que é algo mais voltado para os amantes de video-games e criptomoedas, é importante abrir a mente para este não tão novo universo, porque em breve, se tornará uma importante ferramenta de marketing para todas as empresas, inclusive a sua. E grandes empresas já estão investindo massivamente para esta nova plataforma. Podemos citar o exemplo da Nike, que comprou uma fabricante de tênis virtual, já pensando nas vendas, bem como a Gucci, que vendeu uma versão de uma de suas bolsas para o jogo Roblox, sem contar a Boeing, que já anunciou lançar seu próximo avião no metaverso.

Enfim, o que é o metaverso?

O metaverso é o ambiente virtual imersivo e hiper-realista, onde as pessoas poderão conviver, ter terrenos, casas, customizar avatares em 3D, num upgrade de vida digital para virtual, sendo possível vivenciar por dentro dela. É a conexão dos mundos real e digital, numa realidade virtual aumentada, e tudo isto vivenciado através de fones de ouvido e óculos de realidade virtual, e tão logo, através de um simples aplicativo de smartphone.

O que as empresas estão animadas é que será uma nova forma de gerar lucratividade, onde será possível criar novos NTFs, de forma colaborativa. Tudo será possível nesta realidade virtual, desde a socialização, bem como aprender, trabalhar, vender coisas – até mesmo terrenos, imóveis, customização para avatares. Estamos diante do novo normal.

E não é algo que ainda está sendo imaginado; pelo contrário. Hoje já temos plataformas de jogos virtuais, como The Sandbox e Roblox, e mundos virtuais como Decetraland.

Luli Radfahrer, professor do curso de publicidade e propaganda da USP, em entrevista para a CNN, conta como surgiram diversos metaversos. “Quando a internet se popularizou na década de 1990, existiam várias tecnologias que, em teoria, permitiriam o metaverso, em especial voltado para realidade virtual, criação de espaços 3D, mas não deu certo. No começo do século 21, teve o [jogo] Second

Life, muitas empresas gastaram fortunas para estar nele, e era um metaverso, se vendia como. Mas não emplacou”, afirma Radfahrer.

“As pessoas acharam substitutos razoavelmente bons para ter um avatar completo, substitutos até melhores, como criar identidades no Facebook, Twitter, em que consegue exercitar já parte da sua personalidade sem precisar “carregar” um corpo junto”, diz. Mas esta forma de pensar está prestes a mudar, ou, já mudou. As gigantes da tecnologia Google e Facebook estão investindo massivamente para criação de suas plataformas. E o mercado está se abrindo para esta novidade. Todos que estão apostando, buscam novos avanços tecnológicos, com realidade virtual mais próxima do real, atraindo não somente os nostálgicos e amantes de jogos, mas também, pessoas que desejam se conectar em uma nova realidade.

No futuro, trabalhar juntos será uma das principais

maneiras de as pessoas usarem o metaverso.

– Mark Zuckerberg – CEO Meta

 

Embalada pelo Metaverso, eis que vem ganhando força as NFTs. Desde que o Neymar, jogador de futebol da seleção brasileira, investiu R$ 6 milhões de reais em uma obra de arte através de NFTs, as pessoas tiveram maior interesse, e é um mercado que não para de crescer.

E aí, nos deparamos novamente com uma novidade: o que é NFTs?

NFT é a representação de um item exclusivo, que pode ser digital – como uma arte gráfica feita no computador ou física, obras de artes, músicas, itens de jogos, momentos únicos no esporte e, até mesmo post de redes sociais, podem ser transformados em um.

Hoje, este mercado já está disponível em plataformas digitais, a venda se dá através de transação com criptomoedas, e você pode ter um pedaço de uma obra, por exemplo, de Picasso.

Diante das grandes possibilidades do metaverso, os NFTs surgem como o principal método para se monetizar e trocar valor dentro do metaverso, além das criptomoedas. Isto ocorre porque um NFT é um ativo digital exclusivo, mesmo que os mesmos sejam geralmente itens de arte digital (como vídeos, imagens, música), uma variedade de ativos pode constituir um NFT, incluindo bens imóveis virtuais. Em plataformas como a OpenSea, onde as pessoas vão para comprar e negociar NFTs, já existem lotes de terreno, ou até mesmo casas virtuais.

É possível já ver vendas de terrenos no valor de US$ 900 mil (R$ 5,1 milhões), por exemplo, que foi a compra de um NFT representando um terreno em Decentraland, feito por um fundo de investimento imobiliário digital chamado Republic Realm, realizado em Junho de 2021. Sem contar que o Grupo Metaverso comprou seu terreno em Decentraland por US$ 2,4 milhões (R$ 13 milhões).

Apesar dessa visão ainda estar um pouco distante de nossa realidade, existe toda uma nova forma de se fazer negócios, ou se entreter, e, até mesmo, viver, sendo criada. E com isto, é preciso manter a mente aberta para este novo, que para nós, ainda é algo intangível.

Imaginar a internet há 40 anos atrás, era algo impalpável para nós. E hoje, é algo que simplesmente, não se vive sem. Depois da internet, vieram e-mails, as redes sociais e aplicativos para dispositivos móveis, os jogos de realidade aumentada, e agora, o metaverso. Os especialistas preveem que se tornará uma economia funcional e irá sincronizar com a vida real. É o futuro que já conseguimos ver bem próximo. O melhor a fazer é se adaptar e ver onde este novo formato de viver pode se adequar no seu negócio e na sua vida.

 

E aí, você já está preparado para o novo mundo?